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Jornal Nacional corrige Cleber Machado

O narrador Cleber Machado e o comentarista Caio Ribeiro responsabilizaram os jogadores do Peñarol pelas cenas de pancadaria após o fim do jogo que deu o título da Libertadores ao Santos. Ontem, no Jornal Nacional, reportagem de Abel Neto cuidou de desmentir o fato, relata Maurício Stycer, crítico do UOL, em seu blog.
De acordo com o Blog do Perrone, um filho de autoridade foi um dos pivôs da briga. Eric, filho de 18 anos do delegado Osvaldo Nico, vice-presidente do TJD da Federação Paulista, aparece nas imagens da Globo no início da confusão.
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 Mauricio Stycer

Quem estava no Pacaembu na noite de quarta-feira e não parou de olhar para o campo, em vez de comemorar, quando o juiz apitou o final da partida, espantou-se com os torcedores do Santos que invadiram o gramado.
Entre os muitos invasores, correndo feito um louco, havia um homem de malha branca. Ele foi na direção de um jogador uruguaio e, de onde eu estava, tive a impressão que o agrediu. No mínimo, o atleta do Peñarol foi provocado grosseiramente.
Começou, então, uma briga generalizada em campo, entre jogadores uruguaios e jogadores e torcedores santistas, contida pela Polícia Militar depois de cerca de três minutos.

Quem estava em casa, assistindo a partida pela Rede Globo, foi apresentado a uma versão totalmente errada e distorcida dos acontecimentos. A transcrição dos primeiros minutos após o apito final mostra uma sucessão impressionante de equívocos, preconceitos e ofensas injustas aos uruguaios. “Olha a ignorância dos uruguaios”, diz o técnico Muricy Ramalho, à beira do gramado, segundos depois do fim do jogo. Começa então o show de desinformação do narrador Cleber Machado, ajudado pelo comentarista Caio Ribeiro e pelos repórteres em campo.
“É lamentável. É lamentável. É lamentável”, diz Cleber. “É sempre a mesma coisa”, responde Caio. “Enquanto o futebol uruguaio achar que na botinada, na valentia, vai ganhar alguma coisa”, prossegue Cleber. “Ficou aquele buraco de conquistas. E, de repente, sem saber perder…”
O discurso do narrador não é muito articulado, mas ele parece sugerir que a violência dos torcedores é causada por brigas de  jogadores, como esta que os uruguaios estariam promovendo. “Eu não sei o que aconteceu. Você não sabe. Ninguém ouviu o que aconteceu lá dentro. Mas é pra isso? É pra isso? E depois a gente fala que o torcedor fica violento, entendeu?”
Depois, evoca exemplos de times que perderam partidas importantes e não brigaram. “O Manchester United fez alguma coisa quando perdeu do Barcelona? O Internacional fez alguma coisa quando perdeu do Mazembe? E outros tantos. Não precisa disso. Não precisa disso”.

Um repórter entrevista Neymar à beira do gramado. “O que você pode falar? O que passa na sua cabeça neste momento? Esquecendo esse momento dos uruguaios…” E Neymar diz: “Isso aí é de quem não sabe perder. Larga esses caras pra lá. Tem que comemorar…” A palavra volta a Cleber Machado, que diz: “E foi bem, Neymar. ‘Deixa os caras pra lá e vamos comemorar’. E a polícia, já que eles não querem parar, a polícia tem que tirar do campo”, convoca o narrador. Abel Neto pede a palavra para ouvir Elano e, antes de perguntar qualquer coisa, fala: “Agora, apesar desta ignorância, desta briga dos uruguaios, é hora dos santistas festejarem, Elano.”
Menos de 24 horas depois, na noite de quinta-feira, o mesmo Abel Neto, no “Jornal Nacional”, dedicou 15 segundos de sua reportagem sobre a conquista do Santos para corrigir os erros cometidos pela equipe da Globo ao final da partida.
Ainda que não tenha mencionado o desastre ocorrido na véspera, disse ele, enquanto uma imagem mostrava o santista responsável pelo início da briga: “Festa atrapalhada por este torcedor santista. Ele invadiu o campo, provocou os jogadores do Peñarol e a pancadaria começou. A briga só parou com a chegada da polícia.”
Erros acontecem, mas é surpreendente que ninguém da equipe da Globo tenha visto uma cena que inúmeros outros repórteres presenciaram com razoável nitidez. E que tantos profissionais tenham feito afirmações tão seguras sobre algo que não enxergaram direito.
Em tempo: Em seu blog, o jornalista Ricardo Perrone informa que um dos pivôs da confusão já foi identificado. Trata-se de um jovem de 18 anos, Eric, filho do delegado Osvaldo Nico, vice-presidente do TJD da Federação Paulista.

Um comentário:

  1. CAMPANHA CONTRA A IMPUNIDADE:

    PREENCHER A REPRESENTAÇÃO EM ANEXO E enviar para:

    Ministério Público do Estado de São Paulo
    Procuradoria Criminal
    Rua Riachuelo, 115 – Centro – São Paulo – Brasil – CEP: 01007- 904

    ____________________________________________________________________


    EXCELENTÍSSIMO SENHOR PROMOTOR DE JUSTIÇA DA PROMOTORIA CRIMINAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO

    FULANO DE TAL, ……………………………………………………., vem, respeitosamente, relatar os seguintes fatos que ensejam a atuação do Ministério Público:
    ………………………………………………………………………………..

    I. DOS FATOS
    Segundo consta e conforme foi amplamente denunciado junto aos meios de comunicação, no dia 22 de junho de 2011 nas dependências do Estádio Paulo Machado de Carvalho, denominado Pacaembú, o Senhor Érick Delbosque Gonçalves, invadiu o campo de jogo, onde se realizava a partida envolvendo Santos contra Peñarol do Uruguai, pela final da Copa Libertadores da América. (docs. em anexo) (imprimir matéria do BLOG DO PERRONE).

    Segundo consta, após invadir o campo de jogo, o mesmo passou a provocar os atletas do clube uruguaio, tendo em vista a derrota havida da equipe dos mesmos.

    A provocação causou uma confusão entre atletas e demais pessoas que estavam no campo de jogo, sendo que apenas por milagre não ocorreu uma tragédia.

    É certo que o indivíduo é filho do Delegado de Polícia Titular da Delegacia de Apoio ao Turista – DEATUR, sendo que em virtude da ocorrência, não procedeu a instauração de qualquer procedimento criminal, mormente ser de sua alçada.

    II. DO DIREITO
    Segundo dispõe o artigo 39 do Estatuto do Torcedor, Lei 10.671 de 2003:
    Art. 39. O torcedor que promover tumulto, praticar ou incitar a violência, ou invadir local restrito aos competidores ficará impedido de comparecer às proximidades, bem como a qualquer local em que se realize evento esportivo, pelo prazo de três meses a um ano, de acordo com a gravidade da conduta, sem prejuízo das demais sanções cabíveis.
    § 1o Incorrerá nas mesmas penas o torcedor que promover tumulto, praticar ou incitar a violência num raio de cinco mil metros ao redor do local de realização do evento esportivo.

    Vê-se, pois, que a conduta praticada pelo mesmo, encontra-se em consonância com o dispositivo legal citado, devendo ser devidamente apurada e responsabilizado.

    É certo que os parágrafos 2º e 3º do mesmo dispositivo legal, assinalam os procedimentos necessários para apuração e apenamento da penas, mediante provocação do Ministério Público do Estado de São Paulo, os quais assinalam:
    § 2o A verificação do mau torcedor deverá ser feita pela sua conduta no evento esportivo ou por Boletins de Ocorrências Policiais lavrados.
    § 3o A apenação se dará por sentença dos juizados especiais criminais e deverá ser provocada pelo Ministério Público, pela polícia judiciária, por qualquer autoridade, pelo mando do evento esportivo ou por qualquer torcedor partícipe, mediante representação.

    III. DOS PEDIDOS
    Diante do exposto, considerando que os fatos acima narrados caracterizam, em tese, ofensa ao Estatuto do torcedor, requer-se ao Ministério Público sejam tomadas as providências cabíveis em face de ÉRICK DELBOSQUE GONÇALVES e OSVALDO NICO GONÇALVES.
    São Paulo, LOCAL E DATA.

    ASSINATURA (somente a assinatura, sem repetir o nome)

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