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Falha na seleção compromete a final do "Aprendiz"

 Mauricio Stycer.

Exibido ao vivo, do Memorial da América Latina, a final da oitava edição do “Aprendiz” foi marcada por excesso de erros e gafes. A mais grave – e inexplicável – foi a descoberta de que uma das finalistas tinha pouco conhecimento de inglês.

A disputa final envolveu justamente uma prova nos Estados Unidos, na qual Renata demonstrou enormes dificuldades para se comunicar. Uma situação esdrúxula, incompreensível para quem estava acompanhando o programa.

“Duas finalistas que, tenho certeza, vão ficar na história”, exagerou João Doria Jr. logo no início. “Poucas vezes tive que tomar uma decisão tão difícil”, disse o apresentador, sem convencer ninguém. “O nível de exigência foi máximo”, observou, ignorando que Renata foi selecionada mesmo sem saber falar inglês.

Apesar do suspense criado por Doria, não houve dúvida alguma que Janaína (na foto entre a avó e o apresentador) seria a vencedora do prêmio de R$ 1,5 milhão.

Diante deste quadro, outras gafes e erros de Doria, como trocar Amapá por Macapá e chamar um patrocinador pelo nome de um concorrente, soaram mais como piadas.

Outro problema na seleção dos participantes do reality show, a escolha de uma candidata que trabalha para um dos patrocinadores, havia sido apontado anteriormente.

O leitor Myckon Freitas (@myckon) me enviou uma mensagem ontem (só vi hoje de manhã) que diz muito sobre a produção brasileira do “Aprendiz”. O nome do criador do programa, o britânico Mark Burnett, aparece grafado de forma errada, com um tê apenas, na vinheta de abertura do reality da Record. Myckon diz que alertou a produção “há semanas”, mas não foi ouvido. “Nem hoje, na final, eles consertaram”. Desleixo, diz o leitor-detetive.


Fui informado que o domínio da língua não era uma exigência para participar do programa. Os candidatos declaravam o seu grau de conhecimento no momento da inscrição. Se mentissem, o problema seria deles. Duas provas na oitava edição do “Aprendiz” envolveram o conhecimento de inglês. Teria sido, então, uma “pegadinha” da seleção, e não uma falha, como apontei originalmente no título. Em todo caso, tirou totalmente a graça da final.

Um comentário:

  1. Apesar de todos essas observações pertinentes,achei o programa muito bom e se tiver novamente com certeza assistirei.Mas é importante reparar os erros e não mudar a fórmula...apenas trocaria a conselheira Carla q é chata e irônica!!!!valeu.

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