domingo, 18 de dezembro de 2011

Globo mantém essência da personagem e Dercy falará palavrões em microssérie

"A Dercy era moralista. O palavrão, na verdade, era o marketing dela", disse Maria Adelaide Amaral, autora da minissérie "Dercy de Verdade" durante coletiva de imprensa que aconteceu nesta sexta-feira (16) no Projac, zona oeste do Rio de Janeiro. A dramaturga explicou também que a escolha de apenas quatro capítulos é porque há planos de que a minissérie se torne um filme e aproveitou para contar sua relação com Dercy.
"Estive com a Dercy na última festa da vida dela. Digo que somos amigas na vida e quase amigas de morte. Porque nessa festa ela já estava com uma de febrinha e morreu 4 dias depois. A Fafy também estava nessa festa. Então estamos aqui hoje porque ela quis e quer", disse Maria Adelaide que definiu Dercy como "uma velha dama muito digna": "Uma coisa era a Dercy persona pública e outra era a Dercy na intimidade. Lembro que ela ficou muito brava comigo quando me separei. A Decimar [filha de Dercy] é educadíssima, não fala palavrão. Foi criada como uma princesa. Se a Decimar é dessa maneira é porque a Dercy quis que ela fosse assim", garantiu.

No clipe de apresentação da minissérie, a humorista, representada pela atriz Heloísa Perissé em uma fase de sua vida, aparece dizendo, com seu jeito irreverente, uma série de palavrões: vá para a p. que pariu, você é um cagão, me f., p., tô f. e mal paga, put., viado, filho da p., entre outros.
O vídeo foi apresentado no Projac, na tarde desta sexta (16), durante o lançamento da minissérie escrita por Maria Adelaide Amaral, baseada na obra “Dercy de Cabo a Rabo”, da própria autora. "Quando propus a minissérie para a Globo, avisei que ela seria impensável sem palavrão. É por isso que ela vai ao ar depois do BBB", explicou a autora Maria Adelaide Amaral.

As atrizes Heloísa Périssé e Fafy Siqueira, que interpretam Dercy na minissérie, estiveram presentes no evento, ao lado do diretor-geral e de núcleo Jorge Fernando. Fafy contou como foi o início das gravações: " Estava muito nervosa e o Jorginho só me falava: 'Relaxa, relaxa'. Quando estava subindo a ladeira para visitar o museu da Dercy, em Madalena, escutei: 'Frescura!'. Peguei a maleta dela e ouvi: 'Vai!'. Fui para a parte dos vestidos e escutei: 'Faz!'. Fiquei com essas três palavras na cabeça: frescura, vai, faz. Sou kardecista e acredito nessas coisas.   Depois fui ao cemitério, me joguei em cima do túmulo dela e tive um acesso de riso. Comecei a falar palavrão, fiquei com um mau-humor engraçado. Meus amigos começaram a falar que eu estava falando igual a Dercy", contou a atriz.
Quanto a emoção de interpretar Dercy, Fafy comparou a um orgasmo "porque foi muito prazeroso, mas muito rápido". Conhecida por um tipo de humor desbocado, Dercy Gonçalves, na opinião de Fafy era "respeitosa": "Ela se colocava no mico. Não fazia como esses humoristas de hoje que colocam o outro no mico. Acho todos os que fazem stand up uns bostas, ficam ali parados, falando mal dos outros", criticou.
Para viver Dercy, Fafy precisou engordar cinco quilos - ela havia emagrecido 24 quilos antes de começar a gravar - e se disse "comedora compulsiva": "Faço terapia. A comida para mim é como o álcool para algumas pessoas", revelou.
A minissérie será exibida a partir do dia 10 de janeiro, em quatro capítulos, e deve virar um filme, previsto para 2013.

Créditos - UOL.

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