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Novo "Casseta & Planeta" aposenta tipos históricos

ELISANGELA ROXO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA


Em abril do ano que vem, o sexteto do "Casseta & Planeta" volta ao ar sem as Organizações Tabajara, as paródias, as piadas inspiradas no noticiário e alguns personagens que marcaram época, como o empreendedor suburbano Seu Creysson.
Ao lado da trupe veterana estarão Maria Melilo, vencedora do "Big Brother Brasil 11", e Miá Mello, ex-"Legendários" (Record). Maria Paula deixa de acompanhar os rapazes.
O novo programa, intitulado "Casseta & Planeta Vai Fundo", interrompe o descanso de cerca de um ano da parceria entre Claudio Manoel, Hélio de la Peña, Beto Silva, Hubert, Reinaldo e Marcelo Madureira.

"Vamos fazer uma coisa mais autoral, a partir de determinados temas", conta Claudio Manoel, eleito "porta-voz" do grupo. "Quem está no ar hoje continua fazendo o que a gente já fez. Não houve uma ruptura. Pelo contrário, esses programas nos homenageiam. Todo mundo é filho, é cria", comenta ele, a respeito da "concorrência" de "CQC" (Band), "Pânico na TV" (Rede TV!) e companhia.
"Muita coisa que inventamos não valia a pena fazer de novo", avalia Manoel, que assumiu, no início deste ano, o cargo de diretor de dramaturgia do "Fantástico", a convite do então titular da função, Guel Arraes.

PROJETO COM FÁTIMA
Dentro da Globo, fala-se no surgimento de um "núcleo Claudio Manoel", já que o humorista tem acumulado projetos bem-sucedidos, como o quadro "O que Vi da Vida", maior audiência do "Fantástico" atualmente.
Em 2012, além das jornadas na reestreia do "Casseta" e no "Fantástico", ele vai se dedicar ao novo programa de Fátima Bernardes --que se despede amanhã da bancada do "Jornal Nacional" para desenvolver o projeto de um matutino diário na Globo.
Ele prefere, porém, não comentar o assunto, porque o projeto tramita na emissora "sob sigilo".
Humilde, Manoel nega que seja uma espécie de "cabeça" da equipe, formada 18 anos atrás. "Sempre fomos um grupo de criação coletiva, e o 'band leader' era o Bussunda", lembra ele, citando o companheiro morto em 2006, enquanto cobria para o "Casseta" a Copa do Mundo da Alemanha.
"Nossa força vem da entrega do produto", afirma em tom quase solene. "Mesmo morrendo gente, a gente entregou o que tinha combinado, ganhou [na disputa de audiência] e fez resultado."

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