quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Me adiciona no FACEBOOK?


A chuva cai torrencialmente lá fora. Pela TV dá pra acompanhar Patrícia Poeta anunciando 46 municípios mineiros em estado de calamidade, minutos a mais, e Rosana Jatobá faz novos alertas com relação ao volume de chuvas, nas regiões mineiras. Os clarões dos relâmpagos deixam a casa, com a sensação de discoteca. Passado o temporal, depois de uns minutos desorientado do que fazer, a primeira pedida é um bom filme. A sessão de pirataria é uma mão na roda. “A rede social”, o famoso filme que narra como se deu o processo de criação do FACEBOOK é iniciado. Mark Zuckerberg é um estudante de Harvard. Bom dizer que o cara é estudante seria o mesmo que igualar aos ocupantes dos bancos escolares brasileiros, que levam o mesmo título nos registros oficiais da educação. Zuckerberg é um gênio. E não por menos ele estuda em Harvard, uma das universidades de maior conceito e prestígio no mundo. Dois adjetivos serão caricatos ao jovem: arrogância e deslealdade. Logo nos primeiros minutos do filme, o bullying virtual entra em cena. Professores falam tanto de um tema tão deturpado pela impressa, este é um ótimo aperitivo, para rever o conceito, e como seria uma aplicação, ou de mostrar a sensação de poder, que a internet proporciona, numa seção de descarrego. Um item em tanto para levar para a sala de aula. Mas adiante é possível perceber que amizade não é tudo. Ou melhor, colocado, amigos são investimentos, enquanto dão retorno, são mantidos, do contrário existe a tecla DEL. Eduardo Saverin é o programador brasileiro que estuda na famosa universidade ianquina. Saverin carrega na índole, a tola ideologia nacional, que devemos dar créditos aos amigos, aos políticos, aos parentes, já que lá no fundo eles têm amor fraternal. O Facemash, que depois de talhado seria FACEBOOK recebeu salto investidor do tupiniquim, que nas mazelas do mercado de ações, fica a ver as caravelas de Cabral. Fora os direitos autorais e fonográficos retratados pelo enredo. Numa das cenas, em que os jovens e o futuro bilionário discutiam estratégias de atuação e expansão, duas garotas ilustravam o espaço. A mentalidade feminina foi posta em chegue “vocês não podem fazer nada”. Durante as cenas, a presença feminina era apenas de objeto sexual. Assim como as novelas nacionais, tentam impor uma ideologia ou tendência ao nosso povo, seja de modo a aderir, ou assimilar de forma mais equilibrada determinados conceitos, o cinema americano coloca em pratica, ou melhor, nas telas, a aplicação desta ideia. Harvard mantém no seu eixo de universitários as famosas fraternidades, ou clubes, que separam os indivíduos por castas, assim como a Índia. Isso denota dizer, que de modo subliminar, o filme traz constantemente a visão, de pra ser alguém é preciso ter alguém (dinheiro). Valores do poder são postos as claras, e como humildes lunáticos, queremos seguir a irmandade, queremos ser a casta americana com um jeito brasileiro. A geração Y, tentando fazer CTRL C + CTRL V numa terra miserável, cujo cinema nem prestígio têm. O mais importante é levar vantagem em tudo para ser cool e bilionário. Cury já pontuava que nós entramos em buracos, para taparmos a sinceridade, e assim diminuir as mazelas da cultura, do dinheiro e prestígio social. Enfim o filme chega ao fim, com mais chuva, e volto a minha reflexão, embasado no slogan do longa “ninguém chega a 500 milhões (R$) de amigos sem fazer alguns inimigos”. Se você já viu o filme, convido a assistir de novo de modo reflexivo, se não viu, fica a sugestão. Até o próximo post.

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FACEBOOK: Aldieres Welington

Se você perdeu o último post do “HORA ZAPPING” confira: http://audienciadetv.blogspot.com/2011/08/hora-zapping.html

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