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Terceira parte do projeto bíblico da Record, "Rei Davi" repete falhas

Mauricio Stycer.

Depois de “A História de Ester” (2010) e “Sansão e Dalila” (2011), a Record exibe neste início de 2012 a minissérie “Rei Davi”. A esta altura já não é mais possível refletir sobre uma delas sem pensar no conjunto. Trata-se, nitidamente, de um projeto.

Como as duas anteriores, esta também é uma superprodução salpicada de efeitos especiais, grande elenco e exageros dramáticos. Turbinadas por orçamentos milionários, “A História de Ester” e “Sansão e Dalila” apresentaram resultados não mais que medianos em matéria de audiência.

Com um investimento anunciado de R$ 25 milhões para realizar 29 capítulos, “Rei Davi” supera a aposta feita em “Sansão e Dalila”, que consumiu, segundo a Record, R$ 13 milhões em seus 18 capítulos.

A cena de abertura do episódio de estreia, uma batalha feroz do exército comandado pelo rei Saul contra inimigos dos israelitas, de fato, causou ótima impressão. Mas dificuldades vistas nas duas outras minisséries continuam sem solução.

Ainda não foi encontrado o tom adequado ao texto. É visível, em diversas passagens, como as frases empostadas não cabem na boca dos atores, dando a impressão de que estão declamando num teatro escolar.

Falta também inspiração à direção e ao elenco, meio perdidos no esforço de naturalizar um mundo que tem os pés fincados muito mais na lenda do que na história. Gracindo Jr. ia bem no papel de Saul até que, atormentado, saiu girando feito um doido, sem direção, pelo acampamento onde vive.

As histórias bíblicas se prestam às mais variadas leituras e interpretações. O tema principal dos dois primeiros capítulos do “Rei Davi” foi a desobediência do rei Saul a uma ordem de Deus, transmitida pelo profeta Samuel. O erro terá consequências terríveis para o rei e seus súditos, já anunciou o sumo-sacerdote Aimeleque.

Pecados mais terrenos também tiveram lugar na trama, em especial a inveja. Ungido por Deus para suceder Saul, Davi despertou a ira de um de seus irmãos mais velhos, Eliabe, que se julgava mais preparado para a função. Igualmente, Mical, filha de Saul, sente inveja da irmã, Merabe.

Um terceiro tema destes primeiros dois capítulos foi a idolatria e a feitiçaria. Os judeus acreditam apenas em um Deus, mas em meio ao povo há aqueles cuja fé não é tão sólida e, por isso, recorrem a práticas condenadas pela religião.

Na apresentação da minissérie à imprensa, no início de janeiro, a autora, Vivian de Oliveira, preferiu realçar outros temas e características, que ainda não apareceram na trama. “Davi foi um ser humano cheio de qualidades e defeitos. Isso é o que mais me surpreende. Ele é um anti-herói: um homem digno, sensível e, ao mesmo tempo, capaz de mentir e fazer as maiores atrocidades para conseguir o amor de sua vida”.

É impossível, porém, não associar o interesse da Record pela temática bíblica aos laços da emissora com uma denominação cristã. Como se sabe, a emissora pertence a Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

No início de janeiro, circulou na internet um vídeo em que Macedo aparece comandando, de chicote na mão, uma sessão de exorcismo, destinada a expulsar o “demônio” do corpo de um rapaz. Entende-se ao longo dos trabalhos que este espírito do mal é “culpado” pela homossexualidade do jovem.

“Desgraçado… Presta atenção, você que está nos assistindo e está com problema semelhante a esse e quer se libertar, seja do homossexualismo, lesbianismo, prostituição, qualquer que seja o problema que você esteja enfrentando, que você sabe que tenha origem no inferno, junte-se a nós”, convida Macedo. Livre do “demo”, ao final da sessão, o rapaz volta “a falar grosso”, observa o líder da Universal.

No segundo episódio de “Rei Davi”, assistiu-se ao apedrejamento de uma feiticeira, acusada de recorrer a espíritos para fazer “trabalhos”. O rei Saul atira a primeira pedra, sendo seguido por seus súditos. A cena é assistida pela mulher do rei e uma das filhas, que haviam encomendado um “trabalho” para a feiticeira, mas fingem não conhecê-la, não fazem nada para ajudá-la e ainda se juntam aos que a apedrejam.

É uma cena repleta de significados, mas especialmente impressionante para quem viu o bispo Edir Macedo em ação, com chicote na mão, expulsando o “diabo” do corpo de um ex-obreiro da sua igreja.

7 comentários:

  1. Só voce que não gostou de tudo, outros comentaristas viram falhas, mas tambem viram qualidades. Me pergunto: Porque tamanha perseguição a uma emissora que proporciona muitos empregos e é a segunda em produção de teledramaturgia no Brasil. Nem o SBT que praticamente sobrevive de produtos importados e reprises é tão perseguido assim. Parece que o sr. gostaria de só ter a Rede Globo operando no Brasil.

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  2. Em dos capítulos de Rei Davi, já podemos ter muitas das nossas opiniões formadas em vários assuntos sobre a impressão que a serie está deixando para os espectadores.

    Melhor ator:
    Gracindo Jr. (rei Saul) está mostrando uma bela atuação, no meio de vários amadores.

    Pior ator:
    De todos os atores ruins, olha que não são poucos Cláudio Fontana (príncipe Jonatas) consegue ser o pior.

    Melhor atriz:
    Cibele Larrama (feiticeira Allat)vem chamando minha atenção com uma atuação um pouco melhor que a das outras atrizes.

    Pior atriz:
    Marly Bueno (rainha Ainoã) uma atriz com a experiência dela, não está conseguindo dar vida e realismo digno ao seu papel.

    Trilha sonora:
    Gostei bastante da Trilha sonora, inclusive achei legal a cena do pequeno rei Davi cantando.

    Figurino:
    O figurino dos homens está perfeito, mas o das mulheres eu acho que copiaram o do "Caminho das Índias" , muito exagerado para a época.

    Maquiagem:
    Achei meio exagerada a Maquiagem em alguns atores, mas está muito bem feita a dá grande maioria.

    Direção de arte e Fotografia:
    Está de parabéns toda a equipe pela boa Direção de arte e Fotografia, é uma das únicas coisas que faz você não se arrepender de assistir a série.

    Efeitos visuais:
    Os efeitos visuais são horríveis, já tinha visto melhores efeitos na emissora na "trilogia Mutantes".

    Roteiro:
    Comparado às outras histórias bíblicas que a Record produziu, O roteiro de Rei Davi está sendo o melhor, mas ainda está cheia de falhas, o texto não dá uma realidade da época que se passa a história. Vivian de Oliveira deveria ter estudado um pouco mais a história para escrever.

    Diretor:
    A série está sendo muito mal dirigida por Edson Spinello, encontramos erros bobos sendo visto por "não críticos" onde a série Rei Davi está mostrando sua má qualidade, sendo oferecida aos espectadores da Record.

    A Record esta indo pelo caminho certo, mesmo estando ainda anos luz atrás da Globo.
    E os evangélicos não precisam dizer que é inveja porque ainda não vi nada de especial para ter inveja na Record.

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  3. O público adorou REI DAVI. Não adianta falarem mal da record...
    A minissérie Bíblica foi líder e com muito mérito.

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  4. nossa vai tomar no cú de vcs, se faz ruim naum presta e se faz bom tmb naum presta vai la e faz melhor então vcs nunca reconhecem quando a record faz uma otima minissérie!agora duvido se fosse o bosta da globo vc ja taria ai falando q foi perfeito para de reclamar e adimite que a minissérie ta otima e sem falhas ou se não FAZ MELHOR!

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  5. Nunca se percebe os exageros da globo: só para citar " Fina Estampa" é uma imitação barata de "Vidas em Jogo" da Record, seria mera coincidência: mulher taxista, homossexualismo, loteria, etc. O que é isso!

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  6. numa troca de canais através do meu amado controle remoto parei 3 minutos para ver essa produção...foi difícil aguentar,os efeitos lembra o tenebroso mutantes,muito amadorismo...nesse momento o controle pedia pelo amor de DEUS APERTE-ME.

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  7. vc que escreveu este cometario sobre rei davi e na verdade um tremenda de um chupa saco da rede globo que nao sabe ver o sucesso da record

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